IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA REABULITAÇÃO
DA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA
Na paralisia facial periférica (PFPB), a mobilidade do rosto pode ser reduzida, resultando em possíveis complicações como contraturas musculares, atrofia das fibras e adaptações involuntárias para realizar certos movimentos.
A fisioterapia desempenha um papel essencial na prevenção desses problemas, aplicando técnicas específicas para preservar a funcionalidade muscular e ensinar estratégias que garantam liberdade nos movimentos faciais fundamentais, como sorrir, piscar e franzir a testa.
A recuperação da mobilidade facial não depende apenas da regeneração do nervo facial; é crucial manter um tônus relaxamento adequado da musculatura para favorecer contrações harmoniosas.
Exercícios realizados sem a orientação de um fisioterapeuta especializado podem não ser a melhor opção.
- ATENÇÃO: Contrariando algumas crenças populares, atividades como mastigar chiclete, inflar balões ou fazer caretas não fortalecem os músculos da face e podem, na verdade, causar reinervação inadequada do nervo facial. Isso pode resultar em recrutamento excessivo de músculos, levando a padrões anormais de movimento, como movimentos involuntários durante ações voluntárias, por exemplo, piscar e erguer o canto da boca simultaneamente. Esses padrões, conhecidos como sincinesias, podem aumentar a tensão em áreas específicas do rosto e comprometer a naturalidade dos movimentos. Além de estar hiper-estimulando a musculatura da mastigação, que não faz parte dos músculos paralisados, ou seja, da mímica facial.

E quando iniciar a fisioterapia? O mais breve possível! Os primeiros dias são fundamentais para obter a orientação correta sobre o que fazer ou evitar, compreender as alterações na face e aprender a explorar seu potencial, permitindo uma maior liberdade de movimento.
Exercícios realizados sob supervisão profissional ajudam a preservar a flexibilidade, prevenir contraturas musculares e reduzir padrões anormais de movimento. Além disso, a fisioterapia melhora a coordenação muscular e minimiza o risco de desenvolvimento de sincinesias, contribuindo para a recuperação mais equilibrada e eficaz dos movimentos faciais. O início precoce da terapia maximiza os resultados positivos e favorece uma reabilitação adequada.
A fisioterapia é fundamental na reabilitação da paralisia facial periférica (PFP), paralisia de Bell, para restaurar a função, minimizar sequelas e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisioterapia ajuda a recuperar a mímica facial, reduz a dor e a sensibilidade alterada, e promove a reabilitação física e social.
Objetivos da Fisioterapia:
- Restaurar a função muscular: A fisioterapia ajuda a reeducar os músculos faciais, estimulando a força e a coordenação para que o paciente volte a sorrir, fechar os olhos e realizar outras expressões faciais.
- Prevenir complicações:
A fisioterapia atua preventivamente, evitando contraturas musculares, encurtamentos e deformidades faciais que podem surgir após a paralisia.
- Melhorar a sensibilidade: Ajudar a reduzir a sensibilidade alterada na face, como a sensação de formigamento ou parestesia (formigamento, coceira, queimação ou dormência, que não são causadas por um estímulo externo).
- Reduzir a dor: Alivio da dor facial associada à paralisia.
Técnicas Fisioterapêuticas:
- Cinesioterapia
- Mobilização da musculatura facial.
- Laserterapia.
- Reeducação motora e harmonia da simetria facial.
Conclusão: A fisioterapia é essencial para a recuperação e a reabilitação da paralisia facial periférica, oferecendo benefícios que vão além do aspecto físico, como a melhora da autoestima, da qualidade de vida e da reabilitação social.
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