"Reabilitar é Possível"

PARALISIA FACIAL

UMA DOENÇA NEUROLÓGICA COM FORTE COMPONENTES PSICOSOCIAL

"O rosto não é uma fatalidade, uma natureza, mas ele é objeto de uma construção social, cultural, individual: ocorre, portanto, uma verdadeira "antropologia facial" que considera o rosto como uma ficção da cenografia social . (MAUSS, 2005)

    Psicologicamente o paciente vive momentos de apreensão e medo por não entender bem o que está acontecendo e primariamente vem a ideia de que está tendo um AVC. É um momento em que a família e amigos são um suporte imprescindível. Os músculos da face têm muitas funções além da mímica facial, estão envolvidos na respiração, deglutição, mastigação e fonação.

   A maioria das paralisias faciais são a do tipo "Paralisia Facial Periférica de Bell" (PFPB), uma condição neurológica idiopática (sem causa definida), com uma boa resolução em 80% dos casos e 16% com pequenas sequelas quase imperceptíveis e 4% com sequelas perceptíveis.

A escala de House-Brackmann serve para graduar os déficits apresentados na Paralisia de Bell.

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Entenda a Paralisia Facial Periférica de Bell

  A Paralisia Facial Periférica (PFP), também conhecida como Paralisia de Bell, é uma condição neurológica caracterizada pela fraqueza ou paralisia dos músculos faciais devido à disfunção idiopática (causa desconhecida) do sétimo par de nervo craniano, o nervo facial.

 As causas da paralisia facial periférica são várias, podendo categorizar-se entre causas idiopáticas, infeciosas, traumáticas, congénitas, neoplásicas, entre outras, sendo a mais frequente a causa idiopática (paralisia de Bell).

 Essa paralisia tem grandes impactos na vida do paciente, nas expressões faciais; na mastigação, com a redução da força na oclusão labial (fechar/apertar os lábios) implica em diminuição da pressão dentro da boca (intra-oral) e a consequente não retenção de líquido na cavidade oral (babar) e com estase (acúmulo) de alimentos no vestíbulo (espaço entre os dentes e a bochecha), no lado paralisado, dificultando a alimentação. 

  O desconforto com o olho do lado paralisado é uma das principais queixas dos pacientes que sofrem com a ardência pela falta do movimento da pálpebra (lagoftalmia) para lubrificar o olho.

"MUITA CALMA NESSA HORA!!!"

AQUI ESTÃO ALGUNS PASSOS PARA ORIENTAR-SE

  1. Procure um médico neurologista ou um otorrinolaringologista.
  2. Inicie a fisioterapia o mais rápido possível para que os estímulos sensitivos e motores sejam aplicados já iniciando o processo reabilitacional. Obs.: há muitas controvérsias quanto ao uso da eletroestimulação (choquinho) na reabilitação da PFP e em minha experiência de 20 anos com a reabilitação da PFP, contra indico em virtude da ocorrência de sincinesias*
  3. Proteja o olho do lado acometido, possivelmente a pálpebra superior não esteja fechando, evite também ar-condicionado com temperatura abaixo de 24º C, pode ressecar a conjuntiva ocular; o uso de óculos escuro pode ajudar.
  4. Diminua a exposição à telas e monitores , ex. : TV, celular, computadores e etc.
  5. Cuidado com a mastigação, pode ocorrer mordidas na bochecha.
  6. Usar tampão para dormir até a recuperação da motricidade da pálpebra e também usar o colírio para o olho que o médico prescreverá.

     *Sincinesia: ocorrência de movimentos involuntários quando se realiza algum movimento voluntário.

Prognóstico e tempo de recuperação?

   Está é uma pergunta comum à todos os pacientes acometidos pela paralisia de Bell, e a resposta é: depende do grau de acometimento e local da lesão do nervo facial. 

   O nervo facial é responsável pela motricidade dos músculos da face e de algumas glândulas, variando o grau da lesão no nervo e consequentemente variando o tempo de recuperação, apresentando um tempo médio de 6 à 12 semanas . 

   Mas o começo do tratamento, o mais precoce possível, é um fator que contribui para uma mais pronta recuperação. Apesar da síndrome da paralisia facial periférica ter sido descrita em 1821, por Sir Charles Bell, ainda existe muita controvérsia a respeito da causa e do tratamento.

LASER no tratamento da PFPB

Aplicação de LASER como coadjuvante na reabilitação da Paralisia Facial Periférica

A terapia a LASER é uma modalidade não invasiva e traz benefícios para o tratamento da PFP, pois colabora para modificação de parâmetros clínicos e funcionais, em curto período de tempo, com melhores ganhos quando associados com outras terapêuticas. O laser com luz de baixa intensidade, com comprimento de onda dentro do espectro de luz infravermelha por meio do método contínuo é a conduta mais utilizada na laserterapia.

 

A Paralisia Facial Periférica (Bell), acomete todos os extratos sociais da população, independente  de sexo, raça, ou condição socioeconômica, famosos e anônimos têm vivenciado esta doença que cada vez mais tem sido abordada pela mídia em razão de famosos estarem se expondo sem medo de mostrarem a sua humanidade.

FALTA DE FISIOTERAPEUTAS ESPECIALISTAS NA REABILITAÇÃO DA PARALISIA FACIAL

   Tive paralisia de Bell e fui encaminhado pelo neurologista para procurar um Fisioterapeuta para a reabilitação. Mas qual foi a minha surpresa ao perceber que só encontrava profissionais generalistas, não encontrei um profissional com dedicação exclusiva ao atendimento à essa doença terrível, que meche não somente com o físico, mas afeta também a auto estima, a nossa relação com a sociedade e a vida em geral, alterando todas as nossas atividades cotidianas.

   Quando nos vemos nessa condição, queremos ter o melhor possível para a nossa reabilitação, e o fisioterapeuta especialista pode oferecer com mais assertividade um tratamento não experimental e sim com muitas referências pelo volume de pacientes já reabilitados e soma-se os estudos específicos observados na literatura que trata desse assunto ao longo de anos, trazendo muito mais possibilidades de sucesso.

   Essa é a história que a maioria dos pacientes com a PFP vivenciam ao buscar tratamento nesse momento tão difícil com a paralisia de Bell.

TRATAMENTO SISTEMÁTICO

   A reabilitação é um processo que não existe data para o seu término, cada paciente apresenta uma evolução que varia em suas singularidades, por isso não aconselhamos buscar uma referencia comparativa com a história de alguém que já teve um episódio de PFPB. 

   O tratamento deve ser planejado para buscar o melhor do processo de cura, onde o terapia consiste em dar estímulos ao corpo para que ele responda da melhor forma, trazendo homeostase em todo o conjunto acometido pela doença.

   Inicialmente, contradizendo o que alguns "não especialistas" na reabilitação da PFPB, aconselha-se que o tratamento de "ataque", se possível, seja realizado nos seus primeiros dez dias, atendimentos diários para controle da perda de trofismo muscular, evitar contraturas, ter aplicações sistemáticas de LASER, controlar a dor, dar orientações  gerais e dar apoio ao paciente.

REFACE - REABILITAÇÃO DA PARALISIA FACIAL

CONTATO - WhatsApp - (48) 98824-2955

Dr. Wagner Machado da Silva - FISIOTERAPEUTA - CREFITO 23639F

REFACE - REABILITAÇÃO DA PARALISIA FACIAL - GRANDE FLORIANÓPOLIS /SÃO JOSÉ - S.C.
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